VIGILÂNCIA EM SAÚDE – O PAPEL DO MÉDICO VETERINÁRIO DIANTE DA LEISHMANIOSE VISCERAL

A. C. CAMPLESI, L. A. N. CARDOSO, P. C. MORAES, M. J. L. SICONELLI, C. F. MOYA-ARAUJO, K. P. BURGER

Abstract


O presente estudo objetivou ressaltar o papel do profissional médico veterinário, atuante na clínica de pequenos animais, na vigilância da Leishmaniose Visceral (LV), com grande valor para as atividades de vigilância no cão. A análise documental de prontuários de atendimento clínico de uma clínica particular no Município de Bauru/SP entre 2007 a 2012 foi realizada para levantamento das informações. Foram identificados os prontuários com diagnóstico confirmado para leishmaniose visceral canina (LVC), sendo analisados, na sequência, dados como sintomatologia clínica suspeita e a técnica utilizada para o diagnóstico (citologia aspirativa de linfonodo ou sorologia). No período analisado foram identificados 1.026 casos (10,8% da casuística) de cães positivos para LVC. Os principais sinais clínicos observados foram: emagrecimento progressivo (78,16%), lesões cutâneas (75,14%), apatia (73,68%), alopecia (69,10%) e linfadenomegalia generalizada (67,15%). Dessas suspeitas clínicas, 61,6% (632/1.026) foram diagnosticados por meio de citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) de linfonodo e 38,4% (394/1.026) por meio de sorologia (reação de imunofluorescência indireta -RIFI e ensaio imunoenzimático - ELISA). A aproximação entre o serviço público e privado faz-se necessária, contribuindo para as atividades de vigilância da enfermidade. Assim, clínicas veterinárias constituem verdadeiras unidades de saúde sentinelas para a saúde pública e a utilização da CAAF, uma técnica barata e conclusiva, principalmente em áreas endêmicas, mostrou-se eficaz.



DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2018v34n1p14-19