AMPLIAÇÃO DE MARGENS EM CÃO COM MASTOCITOMA CUTÂNEO - RELATO DE CASO

C. R. V. ESTRADA, B. C. NONATO, T. S. M. MOI, B. M. ALCÂNTARA, I. N. SANTANA, M. P. C. SILVA, N. H. MENEGUIN, R. R. HUPPES, A. B. DE NARDI

Abstract


Objetiva-se relatar a reintervenção cirúrgica para ampliação de margens em um paciente diagnosticado com mastocitoma cutâneo. Um canino, macho, Bulldog Francês, com 7 anos foi atendido com histórico de retirada de nódulo cutâneo em região abdominal há 15 dias, com diagnóstico histopatológico compatível com mastocitoma grau I e margens cirúrgicas comprometidas. Optou-se então pela realização de um segundo procedimento cirúrgico para ampliação das margens de segurança, o qual foi precedido por planejamento de 5 cm de margens cutâneas e uma camada de fáscia e um plano muscular como margem profunda, juntamente com a linfadenectomia inguinal. Durante o procedimento, foi possível a síntese sem a necessidade do uso de técnicas reconstrutivas, a partir da divulsão do subcutâneo e da utilização do padrão Walking Suture. Não houve intercorrências transoperatórias, e a formação de hematoma foi a única complicação pós- operatória observada. O material foi enviado para análise histopatológica, confirmando mastocitoma cutâneo baixo grau/grau I com margens livres, sem evidências de metástase em linfonodo. Dessa forma, não foram instituídas terapias adjuvantes, e após 320 dias pós-operatórios, o paciente apresentava-se em ótimo estado geral, sem evidências de recidiva ou metástases à distância na radiografia torácica e ultrassonografia abdominal. Conclui-se que a reintervenção cirúrgica pode ser uma alternativa para o tratamento do mastocitoma baixo grau/grau I com margens comprometidas, sendo o diagnóstico histopatológico e o planejamento cirúrgico essenciais para redução de complicações trans e pós-operatórias, aumentando as chances de sucesso e cura do paciente.



DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2020v36n2p135-139