METÁSTASE HEPÁTICA DE TUMOR GASTROINTESTINAL ESTROMAL (GIST) EM CÃO: RELATO DE CASO

S. H. MOREIRA, G. N. TOLEDO, J. L. G. ÁLVAREZ, M. E. S. PELÓGIA, G. J. U. CARRA, J. V. P. BERTT, A. B. DE NARDI

Abstract


Os tumores mesenquimais originados a partir de células intersticiais de Cajal, denominados tumores gastrointestinais estromais (GIST) são raros em humanos e com incidência ainda desconhecida em cães. A diferenciação de GIST, leiomiossarcoma e leiomioma com base apenas em exames de imagem, morfológicos e colorações simples por meio da histologia é muitas vezes difícil, sendo indicada realização de imuno-histoquímica. Foi atendida uma cadela, sem padrão racial definido, oito  anos, 17kg de peso corporal, com discreto aumento de volume abdominal, sendo evidenciada por ultrassom abdominal neoformação intra-abdominal em região mesogástrica, sem demais alterações clínicas. Durante celiotomia exploratória, identificou-se que a  neoformação intestinal localizava-se em jejuno, optando pela realização de enterectomia, sendo posteriormente diagnosticada como leiomiossarcoma pela análise histopatológica. Preconizou-se a instituição de quimioterapia adjuvante com o uso de doxorrubicina (30 mg/m²), a cada 21 dias, totalizando  seis sessões. Após dez meses do tratamento cirúrgico, a paciente foi submetida a novo estadiamento clínico, sendo visibilizado, mediante ultrassom abdominal neoformações sólidas em fígado. A partir de biópsia hepática guiada por ultrassom com agulha “tru-cut” e análise histológica e imuno-histoquímica, definiu-se que as neoformações  hepáticas eram metástases de GIST, instituindo o tratamento com fosfato de toceranib (Palladia®). Desde o momento da enterectomia ao óbito da paciente, contabilizou-se 20,4 meses de sobrevida global.




DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2020v36n4p360-365