SARS-CoV-2/COVID/19 EM ANIMAIS DE COMPANHIA

L. C. KREUTZ, E. F. FLORES, J. CARGNELUTTI, A. HENZEL, D. ANZILIERO, M. C. S. BRUM, M. LIMA, F. TORRES, D. FRANCO, S. A. M. OLIVEIRA, A. M. SILVA

Abstract


Devido à ampla disseminação dos coronavírus em animais silvestres e domésticos, o surgimento de um “novo coronavírus” pode ser considerado um evento biologicamente possível e até previsível. O significado epidemiológico desses eventos, no entanto, é difícil de prever ou mensurar. A proximidade física do animal na qual a mutação ocorreu com um animal de outra espécie, que seja suscetível à infecção, é fundamental para que a transmissão interespécie ocorra. A posterior adaptação e disseminação do vírus mutante entre indivíduos da nova espécie é um evento biologicamente possível, mas provavelmente muito raro. No caso dos coronavírus, isso tem sido documentado desde a década de 1960 e os vírus emergentes apresentam morbidade e mortalidade distintas. Neste contexto, pelo conhecimento acumulado até o presente, a infecção de cães e gatos pelo SARS-CoV-2 é considerada um evento meramente acidental e sem significado epidemiológico evidente, seja em relação à transmissão para outros animais ou para a transmissão para pessoas. Desta forma, nesse momento, entendemos que a realização de testes de diagnóstico em cães e gatos não é necessária.




DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2021v37n1p01-02