VARIAÇÃO DA SOROTITULAÇÃO AO TESTE DE FIXAÇÃO DE COMPLEMENTO PARA Babesia equi E Babesia caballi EM EQÜINOS DA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO.

M. A. V. COSTA PEREIRA, C. L. MASSARD, J. L. H. FACCINI, L. F. G. SIQUEIRA

Abstract


Este estudo analisou a variação da sorotitulação de 248 animais com suspeita de babesiose eqüina, por meio do teste
de Fixação de Complemento (FC), em cavalos da raça Puro Sangue Inglês (PSI), com a idade entre quatro a seis anos,
pertencentes a grandes estabelecimentos eqüestres (haras e centro de treinamento), da região Serrana do estado do Rio de Janeiro, no período de 1995 a 1997. A queda de desempenho foi evidenciada em 70,0% (174) dos cavalos soropositivos a FC para as babesioses eqüinas, durante o período experimental. A freqüência global média de sororreagentes à Babesia equi (Laveran, 1901) foi 21,0% e à Babesia caballi (Nuttall & Strickland, 1912) 6,4%, para os estabelecimentos estudados. Houve antagonismo entre as duas babésias. Na variação da sorotitulação o escore de grau quatro (100% de fixação de complemento) foi o mais freqüente para B. equi, nos estabelecimentos A (Petrópolis) e B (Teresópolis), e para B. caballi, no haras C (Nova Friburgo). As espécies de carrapatos identificadas foram Amblyomma cajennense e Anocentor nitens, com amplo predomínio da primeira.
PALAVRAS-CHAVE: Babesia equi. Babesia caballi. Eqüino.



DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2005v21n3p338-343