Waltheria douradinha: ESTUDO CITOTÓXICO E ANTI-EDEMATOGÊNICO

E. G. FONTOURA, E. S. BIERHALS, S. R. FELIX, R. A. FREITAG, G. FISCHER, M. O. NOBRE

Resumo


Objetivo: avaliar o efeito citotóxico in vitro causado pela exposição de células ao extrato aquoso de Waltheria douradinha, além de testar o potencial anti-inflamatório tópico em modelo experimental de inflamação. Material e métodos: Para citotoxicidade foram utilizadas concentrações a partir de 10% do extrato aquoso seguindo uma sequência de diluições. A leitura das placas se procedeu com corante de vermelho neutro em espectofotometro. O ensaio anti-inflamatório ocorreu por indução da inflamação no conduto auditivo de ratos induzidos por óleo de cróton 5% em acetona. Os animais foram alocados em grupos: extrato aquoso de W. douradinha 100%, 50% e 25%, e grupos controle positivo (betametasona), e controle negativo (solução fisiológica de NaCl 0,9%). O potencial anti-inflamatório dos tratamentos foi avaliado através de medição do bordo caudal da pinna auricular, assim como pelo peso de amostra obtida por punch. Também foram pesquisados compostos com ação anti-inflamatória comprovada através de análise cromatográfica. Resultados: quando comparados ao controle, as células expostas as concentrações a partir de 0,1% até 1% do extrato aquoso não demonstraram citotoxicidade, sendo caracterizadas como tóxicas as concentrações de 10, 5 e 1%. Para o ensaio anti-inflamatório, os roedores tratados com extrato aquoso de W. douradinha 50% equivaleram ao grupo controle com anti-inflamatório alopático. Também foram identificados compostos flavonoides de ação anti-inflamatória: Luteolina, Kercetina, Kaempferol e Rutina. Conclusão: o extrato aquoso de W. douradinha possui atividade citotóxica nas concentrações maiores que 1%, além demonstrar possibilidades para efeito edematogênico quando administrado na orelha externa de ratos induzidos a otite com óleo de cróton.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2020v36n1p25-31