DISTRIBUIÇÃO TECIDUAL E CARGA VIRAL DE UMA VARIANTE BRASILEIRA DO VÍRUS DA BRONQUITE INFECCIOSA (VBI) APÓS INFECÇÃO EXPERIMENTAL EM GALINHAS / TISSUE DISTRIBUTION AND VIRAL LOAD OF A BRAZILIAN VARIANT OF INFECTIOUS BRONCHITIS VIRUS (IBV) AFTER ...

F. S. FERNANDO, R. M. SANTOS, K. R. SILVA, E. S. OLIVEIRA, M. F. S. MONTASSIER, H. J. MONTASSIER

Resumo


O IBV é um coronavírus (CoV) que infecta aves da espécie Gallus gallus, causando perdas econômicas relevantes para a produção de aves. Os COVs têm uma elevada taxa de variabilidade genética, levando ao aparecimento de estirpes variantes genéticas que podem apresentar diferentes patogenicidades e tropismo do tecido. Este estudo tem como objetivo avaliar um isolado Brasileiro do IBV (IBVPR-12), anteriormente caracterizados como genótipo S1-variante, a fim de determinar a distribuição do tecido após a infecção experimental em galinhas Leghorn da cor branca, livre de patógenos específicos. A carga viral foi medida pelo tempo real de RT-qPCR. Amostras de traquéia, pulmão, baço, rins, gônadas e amígdalas cecais (CT) foram coletadas, em intervalos de 4, 7, 11, 14 e 21 dias após a infecção (dpi). O pico de replicação viral na traquéia foi detectado aos 4 dpi, recusando-se a concluir a limpeza viral em 21 dpi. O pulmão apresentou a maior carga viral aos 7 dpi e replicação do vírus inferior foi detectado até 21 dpi. No entanto, as cargas virais mais elevadas foram observadas nos rins e testículos, e o maior número de cópias virais foi encontrado aos 11 dpi. As cargas virais permaneceram elevadas nesses órgãos até 21 dpi. Na TC, a variante IBVPR-12 alcançou o pico mais alto de replicação aos 7 dpi, e a carga viral diminuiu a partir deste ponto até 21 dpi. IBV não foi detectado no baço. Embora primariamente IBV infecte células do sistema respiratório, como a cepa de Massachusetts, a variante brasileira demonstrou maior tropismo para o trato urogenital. Estes resultados podem estar relacionados com alterações no gene de S1 e nas sequências de aminoácidos da glicoproteína E1, que é conhecido como determinante do tropismo e infectividade do IBV no hospedeiro natural. Concluindo, a variante IBVPR-12 tem marcado tropismo para os rins e testículos, além de seu tropismo para o trato respiratório, que é característica do fenótipo variante do IBV.

 

SUMMARY

IBV is a coronavirus (CoV) that infects birds of the species Gallus gallus, and causes significant economic losses to poultry production. The CoVs have a high rate of genetic variability, leading to the emergence of genetic variant strains that can exhibit different pathogenicity and tissue tropism. This study aims to evaluate a Brazilian isolate of IBV (IBVPR-12) previously characterized as S1-variant genotype in order to determine the tissue distribution after experimental infection in specific pathogen free White Leghorn chickens. The viral load was measured by real time RT-qPCR. Samples of trachea, lung, spleen, kidney, gonads and caecal tonsils (CT) were collected, at intervals of 4, 7, 11, 14 and 21 days post infection (dpi). The peak of viral replication in trachea was detected at 4 dpi, declining to complete viral clearance at 21 dpi. The lung showed the highest viral load at 7 dpi, and lesser virus replication was detected until 21 dpi. However, higher viral loads were observed in kidneys and testicles, and the highest number of viral copies was found at 11 dpi. The viral loads remained high in these organs up to 21 dpi. In CT, the variant IBVPR-12 reached the highest replication at 7 dpi, and the viral load declined from this point in time to 21 dpi. No IBV was detected in the spleen. Although IBV primarily infect cells of the respiratory system as the Massachusetts strain, the Brazilian variant demonstrated greater tropism for the uro-genital tract. These results may be related to changes in S1 gene and in the amino acid sequences of the S1 glycoprotein, which is known as determinant for tropism and infectivity of IBV in the natural host. Concluding, the variant IBVPR-12 has marked tropism for kidney and testicles, besides its tropism for respiratory tract, which is characteristic of variant phenotype of IBV. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2013v29n4p40