INFECÇÕES HELMINTICAS EM BEZERROS DE PEQUENAS PROPRIEDADES DO NOROESTE PAULISTA / HELMINTHIC INFECTIONS IN CALVES OF SMALL RURAL PROPERTIES OF NORTHWESTERN SÃO PAULO

K. S. PARRA, B. C. M. OLIVEIRA, M. A. VIOL, L. V. S. MATOS, F. F. POLIZEL, K. D. S. BRESCIANI

Resumo


As helmintoses ocasionam perdas econômicas por afetar a produtividade dos rebanhos leiteiros. Avaliar a ocorrência de infecções helmínticas em bezerros de diferentes faixas etárias de rebanhos leiteiros da região noroeste paulista foi o objetivo deste estudo. Em dez propriedades leiteiras, durante o mês de novembro de 2012, um total de 107 amostras fecais foram colhidas dos bezerros, que foram subdivididos em três grupos: G1(0-3 meses); G2(4-6 meses) e G3(7-9 meses). A contagem de ovos por grama de fezes (OPG) foi efetuada pelo método de Gordon & Whitlock (1939). Para a constatação de diferenças entre as faixas etárias e a contagem de OPG foi usado o teste estatístico Kruskal Wallis. Diferença significativa foi observada entre G1 e G2 (p<0,05) e entre G2 e G3 (p<0,05). O período de maior infecção dos bezerros por endoparasitas aconteceu entre quatro a seis meses de idade. Isto pode ser explicado, em parte, pela transferência de imunidade passiva via colostro propiciando ao animal autonomia para responder às infecções. Adicionalmente, nesta idade, hábitos alimentares do bezerro sofrem alterações com a maior ingestão de volumoso que, na maioria das vezes, são oriundos de pastos contaminados por ovos de helmintos. A campo é comum a administração de Ivermectina no primeiro dia de vida e esta medida profilática não é necessária, se considerarmos os resultados deste estudo. Também, o uso indiscriminado da ivermectina pelos produtores vem ocasionando resistência anti-helmíntica. O período de elevada infecção parasitária foi de quatro a seis meses. Este tipo de avaliação laboratorial deve ser realizada como rotina a fim de se preconizar um esquema de vermifugação tática para a redução da infecção helmíntica nos rebanhos.

 

 

SUMMARY

Helminthiasis causes economic losses because it affects the productivity of dairy herds. This study aims at evaluating the occurrence of helminthic infections in calves of different age groups of dairy herds in the northwestern São Paulo. During November 2012, a total of 107 fecal samples were collected from the calves of ten different dairy farms. The stool samples were divided into three groups: G1 (0-3 months), G2 (4-6 months) and G3 (7-9 months). Egg counts per gram of feces (EPG) were performed according to the Gordon & Whitlock method (1939). Significant difference between age groups and EPG was statistically determined by the Kruskal Wallis test. A significant difference was observed between G1 and G2 (p<0.05) and between G2 and G3 (p<0.05). The results showed that the calves were infected by endoparasites between four and six months of age, which can be partially explained by the transfer of passive immunity to the animal via colostrum so the calf has autonomy to respond to infection. Furthermore, at this age, calf roughage intake increases and, in most cases, comes from pastures contaminated with helminth eggs. In the first day of a calf life it is common to administer Ivermectin as a prophylactic measure; however, this study shows that this is unnecessary. Also, the indiscriminate use of Ivermectin by producers has caused anthelmintic resistance. The highest parasitic infection age was from four to six months. This type of laboratory tests must be performed as a routine in order to recommend the best deworming strategy for reducing livestock helminthic infection.


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2013v29n4p54