Português brasileiro (pt-BR)

Authors

DOI:

https://doi.org/10.15361/2175-0106.2026v42n1p07-11

Abstract

Os coelhos (Oryctolagus cuniculus) vêm ganhando destaque como animais de companhia no Brasil, representando parcela significativa do mercado pet. Apesar disso, ainda são escassos os estudos clínicos voltados especificamente ao diagnóstico e tratamento de enfermidades comuns nessa espécie, como a otite externa e suas complicações, como o otohematoma (OH). O presente trabalho relata um caso de OH em coelho da raça American Fuzzy Lop, macho, cinco anos, atendido em hospital veterinário com histórico de aumento de volume auricular unilateral. O exame físico evidenciou acúmulo de fluido entre as cartilagens do pavilhão auricular esquerdo e presença de secreção no conduto auditivo. A citologia otológica revelou grande quantidade de cocos bacterianos, confirmando-se o diagnóstico de OH secundário à otite externa. Por restrições da tutora, optou-se por tratamento ambulatorial com drenagem por punção, seguida de aplicação intralesional de acetato de metilprednisolona (0,5 mg/kg). Para o tratamento da causa primária, utilizou-se de limpeza do conduto com solução fisiológica 0,9%, seguida de solução otológica com betametasona, clorfenesina e cloridrato de tetracaína, BID, 5 dias. Após três dias, houve recidiva com  recusa da técnica cirúrgica. Repetiu-se o procedimento conservador com tratamento tópico por mais 7 dias. O animal obteve alta após três meses. O caso reforça a importância de considerar causas bacterianas primárias em otites de coelhos, e demonstra que, embora a cirurgia ainda seja o método padrão para o manejo do OH, a abordagem conservadora pode ser eficaz quando bem conduzida e associada ao tratamento da causa de base.

 

 

Published

30/03/2026

How to Cite

COSTA, N. A., SOUZA, L. M., & FARIA, V. P. (2026). Português brasileiro (pt-BR). Ars Veterinaria, 42(1), 07–11. https://doi.org/10.15361/2175-0106.2026v42n1p07-11

Issue

Section

Physiology and Pharmacology/Fisiologia e Farmacologia