ANALGESIA TRANS E PÓS-OPERATÓRIA DA MORFINA OU FENTANIL POR VIA EPIDURAL EM CÃES SUBMETIDOS À BIÓPSIA ATLANTO-AXIAL.

G. C. FREITAS, A. B. CARREGARO, C. LOPES, F. S. TAMIOZZO, F. S. F. CRUZ, R. FESTUGATTO, A. MAZZANTI

Resumo


O estudo objetivou avaliar a analgesia e alterações cardiopulmonares produzidas pela morfina ou fentanil administrados por via epidural durante biópsia atlanto-axial, além da qualidade analgésica pós-operatória promovida por esses fármacos. Em estudo cego, foram avaliados 16 cães os quais, após medicação pré-anestésica com 0,1mg/kg de acepromazina IV, receberam 0,1mg/kg de morfina (GM) ou 4µg/kg de fentanil (GF) por via epidural, associados à lidocaína, resultando em um volume final de 0,25ml/kg. Prosseguiu-se a anestesia com 4mg/kg de propofol, mantendo-se com halotano. Foram avaliados FC, PAS, PAM, PAD, f, SpO2 e TºC. A vaporização de halotano foi adequada de acordo com a PAM, mantendo-a entre 70 e 90mmHg. A avaliação pós-operatória ocorreu às 3, 4, 6, 8, 12 e 24 horas pós epidural. Houve redução da vaporização em ambos os grupos. A PAS e a PAM diminuíram consideravelmente aos 20 min pós epidural nos dois grupos. Cinco animais do GF e dois animais do GM apresentaram apnéia, sendo mantidos sob ventilação controlada. Os grupos não diferiram entre si na avaliação pós-operatória. Porém, dois animais do GF necessitaram de analgesia resgate sugerindo inferioridade como analgésico pós-operatório. Conclui-se que os dois opióides reduziram significativamente a demanda de halotano, evidenciando o poder analgésico trans-operatório. Entretanto, o fentanil promoveu depressão respiratória acentuada neste período. Ademais, sugere-se reduzida analgesia pós-operatória deste quando comparado à morfina, principalmente pela necessidade de doses-resgate no GF.

PALAVRAS-CHAVE: Morfina. Fentanil. Epidural. Cães.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2008v24n2p103-109