ALIMENTAÇÃO DE SUÍNOS EM TERMINAÇÃO COM DIETAS CONTENDO EXTRATOS CÍTRICOS E RACTOPAMINA: CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS E PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS DO MÚSCULO LONGISSIMUS DORSI

C. A. R. ROSSI, P. A. LOVATTO, C. R. LEHNEN, I. ANDRETTA, M. S. CERON, G. D. LOVATO

Resumo


Um experimento foi realizado para avaliar o efeito da adição de extratos cítricos e ractopamina a dietas de suínos em terminação. Foram utilizados 108 suínos (54 machos e 54 fêmeas), homogêneos geneticamente e peso vivo médio inicial de 61 quilogramas. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, em arranjo fatorial 3x3 (três níveis de ractopamina (RAC): 0, 10 e 20 ppm e três níveis de extratos cítricos (EC): 0, 250 e 500 ppm) com quatro repetições. Foram avaliadas amostras do músculo longissimus dorsi quanto à umidade, cinzas, proteínas, lipídios e perfil de ácidos graxos. Os teores de proteína para a inclusão de 20 ppm de RAC foram em média 5,5% superiores (P < 0,05) aos dois níveis de EC na dieta. A umidade do músculo nas amostras dos animais que receberam 500 ppm de EC e 20 ppm de RAC foi 4,3% superior (P < 0,05) ao controle e 500 ppm de extratos cítricos. Os teores do ácido linoléico da interação 500 ppm de EC e 10 ppm de RAC foi 18% superior (P < 0,05) em relação à inclusão de 500 ppm de extratos cítricos. Os teores do ácido α-Linolênico do controle foi 33,5% superior (P < 0,05) aos níveis de extratos cítricos, ractopamina e suas interações. A concentração do ácido araquidônico da interação 250 ppm de EC e 20 ppm de RAC foi 36% superior (P < 0,05) aos teores de 20 ppm de ractopamina. Níveis mais altos de ractopamina às dietas influenciam os teores de proteína e umidade do músculo. Os extratos cítricos influenciam os teores do ácido graxo láurico. A adição de ractopamina altera o perfil de alguns ácidos graxos insaturados do músculo longissimus dorsi.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2010v26n2p095-103