ANÁLISE FILOGENÉTICA DE ISOLADOS DO VÍRUS DA BRONQUITE INFECCIOSA AVIÁRIA (VBI) NO BRASIL COM BASE NA SEQUÊNCIA 3’-TERMINAL DO GENE DA NUCLEOPROTEÍNA / PHYLOGENETIC ANALYSIS OF ISOLATES OF AVIAN INFECTIOUS BRONCHITIS VIRUS (IBV) IN BRAZIL BASED ON THE ...

M. F. S. MONTASSIER, M. M. BORZI, R. M. SANTOS, K. R. SILVA, F. F. SANTOS, H. j. MONTASSIER

Resumo


A bronquite infecciosa é causada pelo VBI, que é classificado no gênero Gammacoronavirus da Família Coronaviridae. Essa enfermidade está distribuída mundialmente e destaca-se como um dos mais importantes problemas sanitários para o plantel avícola industrial. Recentemente tem sido identificado no Brasil um número elevado de variantes do VBI, diferindo na análise filogenética com base no gene S1 de estirpes Americanas, Europeias, Asiáticas e Australianas. No entanto, pouco tem sido investigado com relação a outros genes codificadores de proteínas importantes como a nucleoproteina (N), que é fator chave nos processos de replicação e montagem de novas partículas virais, e contém epítopos importantes para interação com as células T e B. O objetivo do presente estudo foi determinar as seqüências 3’-terminal do gene da proteina N de isolados do VBI no Brasil e compará-las com as de estirpes do VBI de outras regiões do mundo. Para tanto, foram submetidos à análise molecular, 15 isolados do VBI obtidos durante o período de 1988 a 2000, de surtos à campo da Bronquite Infecciosa (BI), em aves de corte ou de postura das regiões Sul e Sudeste do Brasil. A análise filogenética de sequências parciais do gene N resultou na segregação dos 15 isolados brasileiros do VBI em cinco grupos diferentes, sendo que três desses grupos são relacionados a estirpes do genótipos Massachusetts, enquanto que os outros dois grupos são associados aos genótipos Connecticut ou Variante Brasileira. Esses grupos genotípicos coincidiram na sua maior parte com os que foram previamente determinados pela análise filogenética com base no gene S1. Concluindo, a análise filogenética do gene N é capaz de diferenciar estirpes brasileiras do VBI e avaliar a sua evolução, especialmente nos casos em que a amplificação do gene S1 é mais difícil por causa da sua variabilidade entre estirpes muito diferentes do VBI.                                                                                                                      

SUMMARY  

Infectious bronchitis is caused by IBV, which is classified in the genus Gammacoronavirus, Family Coronaviridae. This disease is distributed worldwide and stands as one of the most important health problems for the poultry industry. Recently, researchers in Brazil have identified a large number of IBV variants, the phylogenetic analysis based on the S1 gene shows that they differ from the American, European, Asian and Australian strains. However, little research has been conducted about other encoding genes of important proteins such as the nucleoprotein (N), which is a key factor in replication and assembly processes of new viral particles, and contains epitopes important for interaction with T and B cells. The aim of this study was to determine the 3'-terminal sequences of the N protein gene isolated from IBV in Brazil and compare them with those of IBV strains from other regions of the world. So, 15 IBV isolates obtained from 1988 to 2000, during outbreaks of Infectious Bronchitis (IB) in broilers or laying birds in Southern and Southeastern Brazil, were submitted to molecular analysis. Phylogenetic analysis of partial sequences of the N gene resulted in the separation of the 15 Brazilian IBV isolates in five different groups while three of these groups are related to strains of the Massachusetts genotypes, whereas the other two groups are associated with the Connecticut genotypes or a Brazilian variant. These genotypic groups mostly coincided with those previously determined by phylogenetic analysis based on the S1 gene. In conclusion, the phylogenetic analysis of the N gene can differentiate Brazilian strains of IBV and evaluate its development, especially in cases where the S1 gene amplification is more difficult due to wide variability between different IBV strains.



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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2013v29n4p2