ANTICORPOS CONTRA Leptospira spp EM CERVOS-DO-PANTANAL (Blastocerus dichotomus) NA BACIA DO RIO PARANÁ, ESTADOS DE SÃO PAULO E MATOGROSSO DO SUL, BRASIL

G. R. O. GALLI, N. A. ASSIS, J. M. B. DUARTE, R. GIRIO

Resumo


Objetivou-se verificar a ocorrência de anticorpos contra Leptospira e avaliar espacialmente a dispersão de cervos-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) de vida livre, que fossem reagentes, na bacia do Rio Paraná, estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Foram examinadas, por meio do teste de soroaglutinação microscópica (SAM), 217 amostras de soro sanguíneo (77 machos e 140 fêmeas) de cervos-do-pantanal capturados em seis localidades na bacia do rio Paraná, entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Desse total, 130 (59,91%) amostras foram reagentes contra 12 diferentes sorovariedades de leptospiras patogênicas e 87 (40,09%) foram não reagentes. As sorovariedades mais encontradas foram: Autumnalis (20,28% dos animais examinados), Castellonis (13,36%) e Hardjo (11,98%). Os títulos sorológicos obtidos nas amostras reagentes variaram de 100 a 800. Com relação ao sexo, 52 (67,5%) machos e 78 (55,7%) fêmeas foram reagentes, não sendo observada diferença estatisticamente significativa (P>0,05). A comparação entre os animais jovens e adultos sororreagentes revelou que houve diferença significativa (P<0,01) com relação à idade; 65,1% dos adultos e 34,9% dos jovens foram reagentes. Quanto ao local de captura, observou-se que as frequências de reagentes diferiram significativamente. A dispersão espacial, obtida por imagens de satélite aliadas às informações do geoposicionamento de cada cervo-do-pantanal capturado, mostrou distribuição de cervos-do-pantanal reagentes na área estudada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2014v30n2p92-99