VIABILIDADE DAS VIAS RETAL, AXILAR E ORAL PARA AFERIÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL DE CÃES

T. T. F. RODRIGUES, G. N. CUNHA

Resumo


O presente estudo objetivou avaliar a viabilidade das vias retal, axilar e oral para aferição da temperatura corporal em cães nas diferentes idades, sexo e conformação de crânio. Foram avaliados 350 cães hígidos, de diferentes sexos, idades, raças, sendo estas separadas em definida e não definida, encaminhados a pet shops pertencentes ou não a clínicas particulares do município de Patos de Minas - MG. Destes foi aferida a temperatura retal introduzido o termômetro no reto, estando o bulbo em contato com a mucosa. Na axilar, o termômetro foi posicionado com o membro em contato com o tórax e, por fim, a oral sendo aferida no lado direito ou esquerdo do bolso posterior sublingual. Foi realizada análise estatística descritiva e o teste de Tukey para comparar as diferentes vias. Do total de 350 cães, 65 não apresentaram temperatura retal dentro dos valores de referência, sendo excluídos do estudo. Observou-se que a média das temperaturas retal, axilar e oral dos 285 cães avaliados foi de 38,71ºC ± 0,32, 38,40ºC ± 0,34 e 38,20ºC ± 0,32, respectivamente. A temperatura retal se mostrou mais elevada, seguida pela axilar e oral, notando-se diferença significativa (p 0,00) entre elas. As fêmeas apresentaram 38,43ºC ± 0,32 e os machos 38,38ºC ± 0,34, havendo diferença estatística entre ambas (p<0,01), sendo que as fêmeas apresentaram um valor 0,05°C superior ao dos machos. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre as vias de aferição e as faixas etárias ou os tipos de crânios. Conclui-se que apesar da redução de temperatura obtida entre a via retal, axilar e oral, estas últimas mostraram-se viáveis como métodos alternativos na aferição de temperatura em pacientes em que o uso da via retal se mostre limitado.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2019v35n2p43-49